Entenda o papel da alimentação e do acompanhamento médico durante o tratamento
A busca por uma vida mais saudável faz com que as pessoas pesquisem por métodos para perder peso. O sobrepeso e a obesidade não somente afetam questões estéticas, mas também causam uma série de problemas de saúde que, dependendo da gravidade, podem até mesmo levar à morte.
A pandemia intensificou essa mentalidade. O número de óbitos causados pelo coronavírus fizeram com que todos percebessem o quanto a vida é delicada. Diante de tantos fatores de incerteza, viver com o máximo de qualidade é essencial.
Dentre todas as fórmulas de emagrecimento disponíveis na medicina moderna, o balão gástrico vem ganhando cada vez mais espaço. A efetividade e facilidade de inserção com caráter minimamente invasivo são o que mais atraem os pacientes, principalmente aqueles que não querem ou não podem ser submetidos à cirurgia bariátrica.
Além de ajudar no controle da fome por ocupar cerca de 50% do estômago, o tratamento requer o esforço do usuário em mudar alguns hábitos, incluindo os alimentares.
Como é de se esperar, o paciente passa por uma reeducação alimentar completa. A nova dieta é receitada pelo médico nutricionista responsável, criando planos específicos que cobrem todas as necessidades de cada um – nutrientes mais necessários, eliminação de alimentos por causa de intolerâncias e alergias, etc.
Mas como exatamente a alimentação ajuda no tratamento com o balão intragástrico?
Acompanhamento nutricional durante o uso de balão gástrico
O primeiro ponto é que uma nova dieta balanceada serve para eliminar o excesso de calorias que, posteriormente, se transformaria em gordura acumulada. Aliás, é exatamente por isso que uma rotina de exercícios físicos é tão importante.
Além disso, alimentos com muita gordura, sódio e açúcares têm o potencial de desenvolver uma série de doenças. Com a dieta certa, esses problemas podem ser revertidos, minimizados ou evitados.
A quantidade certa de comida se une ao funcionamento do balão gástrico porque a ingestão não acontece em excesso. A quantidade necessária para o sustento e nutrição do corpo, juntamente ao caráter emagrecedor do dispositivo, faz com que perder peso seja mais fácil.
Como já dito anteriormente, o nutricionista é o responsável por indicar uma nova dieta personalizada para cada paciente, mas muito se engana quem pensa que o novo plano alimentar é absoluto.
Caso a pessoa e o médico verifiquem que alguns itens estão fazendo mal ou não estão causando os efeitos desejados, o profissional tem total autonomia para substituir alimentos, alterar as quantidades e horários. Com esses ajustes, os resultados são melhores.
Outro aspecto de extrema importância é que uma alimentação balanceada durante o uso do balão gástrico serve como uma espécie de preparação para a sua retirada. Como o tratamento não é permanente, o dispositivo é retirado depois de um tempo – cerca de 12 meses.
Desta forma, o ex-usuário do balão intragástrico precisa estar devidamente preparado para seguir os novos hábitos e não recuperar o peso perdido.
Isso só acontece, no entanto, quando o paciente segue todas as recomendações médicas à risca.
Alimentação após a inserção do balão gástrico
A alimentação após a inserção do balão passa por algumas fases. A duração delas é determinada pelo médico. Os números abaixo são apenas uma média e não devem ser vistos como inalteráveis.
Lembrando que a alimentação mais restritiva do período de recuperação já ajuda a perder peso.
Dieta líquida
Nos primeiros 10 dias do tratamento, é imprescindível que o paciente siga uma dieta líquida. Isso serve para não agredir ainda mais o estômago – que já está no processo de familiarização em relação ao balão gástrico.
É permitido:
- Água
- Chás
- Sucos naturais e sem açúcar
- Água de coco
- Caldo de sopas variadas (sem nenhuma parte sólida)
- Picolés
É recomendado que os líquidos sejam ingeridos a cada hora, com quantidade média de 100 ml.
Dieta pastosa
Depois da liberação médica, o paciente está pronto para a dieta pastosa. Neste estágio – que dura entre dois a cinco dias –, as comidas já podem ter certa consistência, mas ainda é melhor evitar pedaços sólidos.
É permitido:
- Iogurtes
- Cremes
- Leite
- Caldos
- Purês
- Smoothies
- Sopas
O lado positivo é que esse tipo de comida já apresenta mais versatilidade, então é possível variar o cardápio com algumas receitas diferentes.
Dieta leve
Quase no final da alimentação introdutória, o paciente pode comer comidas com mais textura, desde que não sejam muito rígidas.
É permitido:
- Legumes cozidos
- Carne desfiada ou moída
- Frango desfiado
- Saladas leves
- Lanches naturais
- Ovos mexidos
Com duração média de cinco dias, é importante mastigar os alimentos muito bem para evitar que o estômago tenha muito trabalho na hora da digestão.
Dieta padrão
Após o fim da fase introdutória, o paciente pode comer normalmente, retornando os alimentos com mais textura e rigidez ao cardápio. Carnes em pedaços, grãos, fibras e oleaginosas podem ser consumidas sem medo.
A dieta normal, no entanto, não significa comer qualquer coisa. Esse é o momento em que o plano alimentar indicado pelo nutricionista deve ser aderido completamente, seguindo todas as exigências de pratos, quantidade, horários das refeições, etc.
Ao menor sinal de desconforto ou falta de resultados, é preciso entrar em contato com o médico.
Quer saber mais sobre a inserção do balão gástrico e tirar suas dúvidas? Fale conosco agora mesmo!
