Sucralose, sacarina e stevia: adoçantes realmente não têm calorias?

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Sucralose, sacarina e stevia: adoçantes realmente não têm calorias?
saiba mais sobre os tipos de adoçante e se adoçante engorda

Descubra se esses adoçantes impactam na perda de peso com balão gástrico ou qual a relação deles com a dieta

Os adoçantes (ou edulcorantes) são muito populares entre as pessoas que buscam emagrecer ou precisam controlar o nível de glicose no sangue, seja por causa de diabetes, resistência à insulina ou apenas como medida preventiva.

Dentre as diversas opções que substituem o açúcar comum, os adoçantes artificiais (não nutritivos) são os mais populares, já que são muito fáceis de encontrar.

Apesar de se apresentarem como alternativas mais saudáveis e menos calóricas para quem faz uso do balão gástrico, ainda existe a dúvida se o adoçante engorda ou se realmente cumprem o que prometem.

Continue a leitura para descobrir.

Sucralose

A sucralose é uma substância sintética produzida a partir da sacarose (açúcar comum).

Os processos químicos utilizados para sua fabricação são chamados de desacetilação, ou seja, a incorporação e retirada de grupos acetila (grupos funcionais orgânicos) de uma estrutura, bem como a polimerização – formação de cadeias maiores (moléculas).

Em outras palavras, a sucralose é feita em laboratório. Foi desenvolvida em 1978, mas só foi liberada para o consumo humano em 1998 depois de passar por uma série de testes.

Nesses estudos, os pesquisadores comprovaram que a sucralose:

  • Tem capacidade adoçante até 800 vezes maior que a sacarose
  • O gosto é muito semelhante ao do açúcar tradicional
  • Não deixa rastros amargos ou metálicos no paladar
  • Não interage quimicamente com proteínas, lipídios e vitaminas
  • É muito resistente a processos de aquecimento, como cozimento, pasteurização e esterilização 
  • Não altera a glicemia

Sacarina

A sacarina foi descoberta por acidente pelo norte-americano Ira Remsen e pelo russo Constantin Fahlberg, ambos professores de química na Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

Em 1877, quando já estudavam o açúcar há algum tempo, a empresa H.W. Perot contratou os dois para analisar o carregamento de açúcar que tivera sua pureza questionada pelo governo. Eles trabalhavam no mesmo laboratório e com a mesma equipe.

Em uma noite de junho de 1878, Fahlberg sentou-se para jantar. Quando mordeu um sanduíche, sentiu uma casquinha doce. Foi então que se lembrou que, antes de voltar para casa, havia derrubado um composto de seu experimento sobre as mãos.

Como só estava trabalhando com substâncias químicas, ficou surpreso ao sentir o gosto tão similar ao da cana-de-açúcar. Correu de volta ao laboratório e procurou a fonte daquele sabor em todas as ferramentas e acessórios de sua mesa.

Até que encontrou uma mistura de Imida o-sulfo benzóico, tricloreto de fósforo e amônia, que acabou criando sulfônico benzóico.

Alguns anos depois, a sacarina foi patenteada na América do Norte e na Alemanha. Em 1886, 5 quilos da substância eram produzidos todos os dias em Nova York, prontos para serem vendidos como um aditivo para bebidas.

Hoje, a sacarina é o edulcorante mais popular do Brasil, já que faz parte de vários adoçantes disponíveis à venda.

É 200 vezes mais doce que o açúcar normal e tem um suave sabor residual, o que leva as indústrias a misturarem com ciclamato de sódio para disfarçar o amargor.

Stevia

Ao contrário dos outros dois, a stevia é um adoçante natural, extraído da Stevia Rebaudiana Bertoni, uma planta de origem sul-americana, encontrada principalmente entre o Brasil e o Paraguai.

Pode ser usada da mesma forma que o açúcar branco, em sobremesas e sucos, mas é até 300 vezes mais doce. Apesar disso, altera levemente o sabor das comidas porque deixa algumas notas amargas no paladar.

Dentre seus benefícios, estão:

  • Contribui para a redução de glicose no organismo
  • Não prejudica a saúde oral e previne cáries
  • Inibe a ação de microrganismos
  • Tem suas propriedades preservadas mesmo sob temperaturas elevadas

Mas afinal, o adoçante engorda ou não?

pessoa pingando adoçante em xícara de café se perguntando se adoçante engorda

A resposta é não. As três substâncias citadas neste texto não contém calorias, mas isso não significa que não podem, em algum nível, fazer mal para sua saúde ou para seu emagrecimento com balão spatz.

Por mais que a sucralose seja segura para uso, alguns estudos apontam que existem alguns efeitos colaterais, principalmente quando a substância é aquecida.

As pesquisas sugerem toxicidade, produção de células malignas (efeito carcinogênico), mutação celular e dificuldade de eliminação pelo organismo. 

Já a sacarina pode aumentar os riscos de desenvolvimento de câncer na bexiga e, mesmo que seja mais doce que o açúcar, ainda contém sódio.

Cientistas também apontam que as duas substâncias sintéticas alteram o comportamento da microbiota – bactérias intestinais fundamentais para a digestão e distribuição dos nutrientes. Esses dados, porém, ainda são limitados.

Adoçante engorda? Não exatamente. Mas como usar os adoçantes corretamente?

A forma mais segura de utilizar os adoçantes é seguindo a quantidade diária recomendada nas embalagens ou pelos médicos.

Muitas pessoas pensam que podem fazer o consumo exagerado dessas substâncias só porque são menos calóricas que o açúcar comum. O que não se lembram, no entanto, é que tudo em excesso é prejudicial, mesmo os produtos encarados como alternativas mais saudáveis.

Outra dica importante é sempre tentar priorizar o uso de adoçantes naturais. Você deve ter percebido que o tópico anterior não citou os possíveis perigos da stevia como fez com a sucralose e a sacarina.

O motivo disso é que a stevia é de origem orgânica e não têm maiores efeitos colaterais como os compostos feitos em laboratório.

Veja outras opções de adoçantes naturais:

  • Xilitol: extraído de fibras vegetais (milho e ameixa)
  • Mel: puro, sem adição de açúcar ou xarope de glicose
  • Xarope de ácer (xarope de bordo/maple syrup): extraído da seiva de árvores de ácer
  • Agave: extraído da planta agave
  • Açúcar de coco: extraído da seiva do coqueiro
  • Eritritol: produzido por meio da glicose por levedura
  • Taumatina: extraído da planta Thaumatococcus daniellii

Todas essas opções são encontradas em supermercados e em lojas físicas e on-line que são especializadas em produtos naturais e/ou fitness.

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