Balão gástrico ajuda em transtornos alimentares?

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Balão gástrico ajuda em transtornos alimentares?

Veja como o balão gástrico pode ser útil para pacientes que sofrem de transtornos alimentares relacionados ao sobrepeso

Quando o assunto é transtorno alimentar, anorexia e bulimia são os primeiros nomes que vêm à mente. A obesidade, mesmo que seja o problema mais recorrente da categoria, muitas vezes não é considerada. 

Grande parte das pessoas ainda não enxerga o sobrepeso como uma doença, mas, sim, como preguiça, relaxo ou falta de cuidado.

A pesquisa “A Epidemia de Obesidade e as DCNT – Causas, custos e sobrecarga no SUS” estima que, até o ano de 2030, sete em cada 10 pessoas farão parte do grupo de sobrepeso (68%) ou obesidade (26%). 

O estudo foi feito por pesquisadores de universidades brasileiras e uma chilena.

A gordura corporal em excesso é perigosa porque causa uma série de doenças bastante críticas, como problemas cardiovasculares e respiratórios, diabetes e vários tipos de câncer.

Apesar de todos esses sinais de perigo, reverter a obesidade não é uma tarefa fácil. Ao contrário do que muitos podem pensar, apenas “trancar a boca” não é suficiente.

Existem diversos fatores que contribuem para o ganho de peso, tanto físicos quanto psicológicos.

O tópico da saúde mental é mais significativo do que se pode imaginar. Em um estado avançado de sobrepeso, a comida não serve apenas para alimentar ou matar a vontade de mastigar alguma coisa. 

Compulsão alimentar

Existe uma parte do cérebro que controla a regulação da fome e da saciedade. Caso esse sistema esteja comprometido, há um desequilíbrio entre a necessidade de alimentação (para sustento e nutrição) e a pura vontade de comer.

Na maioria das vezes, isso acontece por causa de um pico de emoções – geralmente negativas. A ansiedade e a depressão são as doenças mentais mais associadas à compulsão alimentar.

Diante de situações desagradáveis, pessoas que sofrem desse mal encontram algum conforto na comida. Os alimentos costumam ser cheios de açúcar, sódio e gordura, já que esses ingredientes causam uma sensação imediata de bem-estar.

Em pouco tempo, qualquer contratempo mínimo vira motivo para comer. Uma reunião estressante no trabalho abre caminho para uma barra de chocolate inteira, por exemplo, ou salgadinhos ultraprocessados são o consolo para um desentendimento amoroso.

Seja qual for o motivo, todas essas ações têm consequências que podem ser observadas nos números da balança ou em problemas de saúde. 

Quando percebem os resultados negativos, os compulsivos alimentares se veem em um estado ainda mais profundo de tristeza e insatisfação.

E como a comida é a única maneira que eles têm de extravasar esses sentimentos, repetem o ciclo de novo e de novo. Sem o tratamento certo, o desfecho pode ser fatal.

Balão gástrico no tratamento de compulsão alimentar

Já foi estabelecido que o transtorno alimentar tem origem na mente, mas algumas reações fisiológicas podem contribuir para a reversão do quadro. 

O balão gástrico é uma alternativa. Quando posicionado no estômago do paciente, ocupa cerca de 50% da área total, fazendo com que o cérebro tenha uma sensação maior de saciedade e perceba que não há mais espaço para uma grande quantidade de comida.

Desta forma, é de se esperar que o usuário consuma menos alimentos, já que parte de seu estômago, de fato, está cheio. Com isso, perder peso fica menos complicado.

O balão, no entanto, não resolve o problema de maneira tão simples. Dentro desse método de emagrecimento, existem algumas responsabilidades que o paciente deve assumir se quiser perder peso de verdade e, acima de tudo, não recuperá-lo no futuro.

Tratamento psicológico

Além da reeducação alimentar e prática regular de exercícios físicos, o emagrecimento com o balão gástrico também deve contar com tratamento psicológico.

Muitos pacientes sofrem de questões emocionais e/ou mentais que causam estímulos em seus hábitos de alimentação. 

Para garantir que a intervenção tenha resultados efetivos e duradouros, é de sua importância que a psicoterapia seja adotada.

Além da ansiedade e da depressão, outras doenças também podem contribuir para o cenário de uma compulsão alimentar. 

Muitas pessoas, inclusive, não têm a menor ideia de que podem ter um diagnóstico não feito. Quando sempre se convive com o problema, chega um momento que as dores são consideradas normais.

A terapia ajuda a identificar os fatores detratores e a mostrar caminhos para solucioná-los. Junto com o tratamento multidisciplinar do balão intragástrico, os efeitos de perda de peso acontecem de maneira mais veloz e eficaz.

Depois de cerca de 12 meses após o início do processo, o balão é retirado. Neste ponto, o paciente deve estar apto a continuar com os hábitos adquiridos ao longo do último ano para que não engorde novamente. 

A terapia só deve ser finalizada quando o profissional responsável determinar a alta. Mesmo que os sinais mais graves do transtorno alimentar já não existirem mais, é importante zelar pela saúde mental para que não haja um relapso e todo o esforço ir por água abaixo.

Fale conosco agora mesmo e saiba mais sobre a implantação do balão gástrico!

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