Saiba por quais motivos o balão intragástrico não é coberto por planos de saúde e entenda como funciona a obrigatoriedade dos procedimentos cobertos por eles
O balão intragástrico é um procedimento que auxilia a perda de peso e dá às pessoas com obesidade, mais qualidade de vida, saúde e assegura a segurança de suas condições físicas.
Muito procurada, a colocação do balão é uma alternativa bem vantajosa e interessante em relação a outros procedimentos com a mesma finalidade. Porém, trata-se de algo menos invasivo a ponto de não precisar de internação.
Desse modo, uma das dúvidas mais comuns, é se os planos de saúde cobrem a introdução do balão intragástrico.
Planos de saúde cobrem o balão intragástrico?
Quando se pensa em fazer esse procedimento, além das dúvidas sobre como realizá-lo e quais são seus benefícios e indicações, outro questionamento é se ele é coberto pelo plano de saúde.
De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), os processos relacionados ao balão intragástrico não podem ser cobertos por planos de saúde, pois não fazem parte do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde.
Esse Rol é válido para todos os beneficiários e atualizado a cada dois anos, com procedimentos definidos pela Resolução de Conselho de Saúde Suplementar e a Diretoria Colegiada da ANS.
As cirurgias e exames escolhidos por esses conselhos são os considerados indispensáveis à vida do paciente, desde o diagnóstico, até o tratamento e acompanhamento dele e de suas condições de saúde.
Quem faz parte das escolhas?
Tratando-se de saúde, esse tipo de decisão deve ser tomada por uma equipe técnica e profissional, afinal, eles estão aptos para afirmar quais procedimentos devem ser obrigatórios e são essenciais à saúde.
Nesse caso, a equipe se constitui de representantes técnicos de entidades de defesa do consumidor, operadoras de plano de saúde, profissionais da saúde e técnicos da ANS.
Antes da criação do Rol taxativo, a decisão sobre a obrigatoriedade dos procedimentos cobertos pelos planos de saúde de dava por meio de uma consulta pública que podia ser acompanhada no site da ANS.
Como as escolhas são definidas?
Como citamos, o rol não é permanente e inalterável, pois pode sofrer alterações a cada dois anos, quando ele é revisto.
Inicialmente, há um ato de deliberação da diretoria da ANS, na qual definem um cronograma de apresentação das propostas em relação ao Rol. E assim como antes, a participação de pessoas físicas também ocorre, assim como as jurídicas.
Porém, por meio de um formulário online, o FormRol. Então, é a partir dele que as propostas são apresentadas, para uma eventual discussão sobre melhorias e alterações e atualizações dos procedimentos.
Nesse caso, o vínculo entre os participantes da ANS e a sociedade em geral é feito pelo Comitê Permanente de Regulação da Atenção à Saúde (COSAÚDE), por meio de um fórum, que tem um papel importante, pois acredita-se ser fundamental a existência de um diálogo entre esses dois meios.
Afinal, é à população que a saúde deve ser servida. O que acontece, é uma normatização pensando na saúde e bem-estar dela.
Plano de Saúde x Rol
Apesar de ser comum pensarmos que são os planos de saúde os responsáveis por decidirem o que irão cobrir ou não, essa tarefa é exercida pelo Rol.
Porém, o que acontece, é que o Rol taxa a obrigatoriedade, mas não ditam sobre o que as operadoras podem ou devem possibilitar, caso escolham cobrir procedimentos fora dos obrigatórios.
Por que ele existe?
Para os clientes, assegura uma equivalência dos planos, para que todos sigam basicamente as mesmas diretrizes quanto aos procedimentos obrigatórios, e assim, terem uma assistência eficiente.
Já para os planos, de forma transparente, define a obrigatoriedade do que deve ser coberto, e assim, as operadoras têm um parâmetro mais claro para se basearem.
E onde o balão gástrico se encontra em meio a isso?
Como o balão intragástrico ainda não faz parte do Rol taxativo, esse procedimento não é obrigatoriamente coberto pelos planos de saúde.
Ainda sim, não há com o que se desanimar. Afinal, atualmente esse é um procedimento muito mais acessível se comparados a anos anteriores. Isso porque é algo mais disseminado e sofreu alterações tecnológicas que reduziram seu custo.
Agora, os protocolos são mais práticos, assim como a colocação é mais rápida e eficiente, por exemplo.
Até porque, a colocação do balão não necessita nem de internação, outro fator que diminui o seu valor em relação a outros procedimentos.
Porém, lembre-se: consulte seu médico para saber se você está apto para colocar o balão gástrico, pois há certas restrições. Quer saber mais? Faça o teste:
Caso esteja apto:
- consulte seu médico de confiança e peça todos os exames necessários, que comprovem que, por conta das suas condições de saúde, você necessita de uma intervenção como essa;
- se possível, peça para os profissionais que estão lhe acompanhando, escreverem uma “carta de recomendação” anexada aos exames clínicos. É interessante que exames feitos ao longo dos meses também sejam apresentados, para mostrar ou a piora do seu caso ou a falta de avanço para a melhoria dele.
Essa carta será ideal, pois a recomendação do médico que o acompanha tem extrema importância, pois é ele quem acompanha seu caso de perto, e tem as orientações necessárias para que o procedimento seja o mais seguro e eficiente possível.
Quem pode realizar:
- pessoas com IMC > 40 com restrições a outros procedimentos;
- pessoas com IMC > 35 com doenças associadas à obesidade e que não aceitam tratamentos cirúrgicos;
- pessoas com IMC > 50 que irão realizar outros procedimentos e precisam diminuir o peso, para diminuir os riscos da cirurgia;
O que podemos concluir sobre procedimento de intragástrico?
A colocação do balão pode não parecer tão fácil, ainda mais por não ser coberto pelo plano, mas por tratar-se de um dispositivo que irá, de certa forma, mudar seu corpo e seu estilo de vida, todos os exames e processos explicados aqui, acabam sendo necessários.
Isso porque é uma decisão séria, mas que garantimos sua plena satisfação após tomada.
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