
Veja como bebida alcoólica e emagrecimento precisam de equilíbrio durante o tratamento para perda de peso
É difícil resistir a uma boa taça de vinho depois de um dia estressante de trabalho ou aquela cervejinha gelada no final de semana. E por mais inofensivo que isso possa parecer, pode prejudicar bastante aqueles que querem emagrecer.
É claro que os efeitos vão depender da quantidade ingerida, mas se uma pessoa gosta muito de beber e/ou – antes de iniciar o processo para perder peso – bebia com muita frequência, é melhor evitar o primeiro gole para não cair em tentação.
Veja a seguir por que bebida alcoólica e emagrecimento não se misturam.
Bebida alcoólica e emagrecimento
O álcool (principalmente em excesso) prejudica a perda de peso porque não tem propriedades nutritivas e sobrecarrega o fígado.
Alguns estudos mostram que 30 dias sem álcool podem melhorar o colesterol em até 5%, os níveis glicêmicos em até 16% e a reduzir a gordura do fígado entre 15% a 20%.
Tudo isso pode evitar o desenvolvimento ou agravamento de quadros de doenças cardíacas, diabetes tipo 2, esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado) e até cirrose.
O consumo exagerado de bebidas alcoólicas também acabam prejudicando outros órgãos, como o estômago e o intestino, importantíssimos para o processo digestivo e, portanto, para a absorção de nutrientes e para a perda ou excesso de peso.
Quando chega ao sangue, o álcool se transforma em açúcar. Além dos riscos de glicemia alta, é óbvio que isso também pode contribuir para os números na balança.
E por ter efeitos diuréticos, a bebida aumenta a frequência urinária de magnésio e zinco, substâncias fundamentais para a regulação do organismo. Também pode impulsionar maior retenção de líquido, provocando inchaço e dificultando o ganho de massa muscular.
Outra coisa que pode ser vista como insignificante, mas que prova a relação incompatível de bebida alcoólica e emagrecimento é que, geralmente, quem bebe está sempre petiscando alguma coisa.
Seja no bar ou em casa, as comidas que acompanham as bebidas não costumam ser lá muito saudáveis. Frituras, embutidos e salgadinhos ultraprocessados são os mais comuns, então é natural que também acabem contribuindo para o ganho de peso.
Álcool: vilão da perda de peso?

Obviamente, existe uma série de fatores que contribuem para o excesso de peso – má alimentação, sedentarismo, doenças pré-existentes, problemas hormonais, disfunções emocionais e psicológicas, idade, altura, etc. –, mas o álcool torna, sim, as coisas mais difíceis para quem deseja emagrecer.
Para se ter uma noção da influência de bebidas alcoólicas sobre o emagrecimento, é possível reduzir de 2 a 4 kg em um mês apenas ao eliminar o álcool da dieta, sem fazer nenhum outro tipo de alteração na alimentação.
Especialistas apontam que isso também recupera a qualidade do sono, reduz sintomas de ansiedade e melhora a concentração.
As pessoas que precisam perder muito mais peso, no entanto, precisam de outras medidas para que isso aconteça. Além de cortar o consumo de álcool, devem mudar a alimentação, praticar exercícios físicos, manter acompanhamento com médico nutricionista e/ou endocrinologista e, caso seja necessário, consultar um psicólogo.
Calorias das bebidas
Você já deve ter visto a “barriga de cerveja” de alguém. Com toda certeza, essa pessoa não economiza na hora de beber latinha atrás de latinha, e é aí que mora o problema.
Quanto maior o teor alcoólico, maior são as calorias de cada tipo de bebida, bem como a absorção energética proporcional à quantidade ingerida.
- 1 copo de caipirinha: 310 calorias
- 1 dose de whiskey (100 ml): 240 calorias
- 1 lata de cerveja (350 ml): 147 calorias
- 1 dose de cachaça: 120 calorias
- 1 taça de vinho tinto (seco): 107 calorias
Qual o volume indicado para o consumo de álcool?
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), não existe um volume alcoólico considerado 100% seguro para a saúde. Por causa disso, o recomendado é que as pessoas façam um consumo moderado ou de baixo risco em relação ao desenvolvimento de doenças.
A dose modelo seria de 10 g de etanol puro, e a indicação é que duas doses por dia não sejam ultrapassadas, assim como pelo menos dois dias da semana sejam livres de bebidas alcoólicas.
Em outras palavras, é considerado baixo risco quando uma pessoa bebe de 10 a 20 g de etanol até cinco vezes por semana.
Para ilustrar melhor, veja a relação de 10 g de etanol puro em:
- 1 copo pequeno de cerveja (250 ml): 5% de álcool
- ½ taça de vinho (107 ml): 12% de álcool
- 1 dose pequena de algum destilado como cachaça, gin, tequila, whiskey (32 ml): 40% de álcool
Para quem está no meio de um tratamento para perder peso, mesmo essas pequenas quantidades podem interferir nos resultados desejados.
Com intuito de não eliminar completamente o álcool do dia a dia do paciente – aqueles que não têm problemas de colesterol, gordura no fígado e glicemia alta –, alguns médicos costumam reduzir as doses e fazer pequenas alterações na dieta para compensar as calorias das bebidas.
Por exemplo: se um paciente em tratamento de emagrecimento tomou dois copos de cerveja, vai comer menos carboidratos e gorduras no mesmo dia – sempre, é claro, de acordo com a dieta recomendada pelo nutricionista.
Aos pacientes com quadro de diabetes, colesterol alto e outras condições de risco, os médicos responsáveis pelo caso costumam proibir as bebidas alcoólicas durante meses até que novos exames que comprovem melhorias sejam feitos e seja possível liberar o consumo moderado.
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