A bupropiona, mais conhecida comercialmente como Wellbutrin, é um antidepressivo atípico aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA para tratar o transtorno depressivo maior (MDD) e o transtorno afetivo sazonal (SAD). Também é comercializado com o nome de Zyban, mais conhecido como um medicamento para parar de fumar.
A bupropiona age sobre a dopamina e a noradrenalina, neurotransmissores envolvidos na regulação do humor, dos níveis de energia e da motivação. Seu mecanismo exclusivo o torna uma opção adequada para pessoas que não responderam bem aos ISRSs ou que desejam evitar efeitos colaterais comuns, como disfunção sexual e ganho de peso.
Ele está disponível em várias formulações:
- Bupropiona IR (liberação imediata)
- Bupropiona SR (liberação sustentada)
- Bupropiona XL (liberação prolongada).
Essas versões variam na forma como o medicamento é absorvido e na frequência com que deve ser tomado.
Porém, não se sabe ao certo como o Wellbutrin pode ajudar na perda de peso. Entretanto, acredita-se que o medicamento possa aumentar a atividade de determinados neurotransmissores no cérebro, como a dopamina e a norepinefrina, o que pode levar a uma diminuição do apetite e a um aumento dos níveis de energia. Isso pode levar à redução da ingestão de calorias e ao aumento da atividade física, o que pode contribuir para a perda de peso.
Aumento de la dopamina
A dopamina é um neurotransmissor fundamental na regulação do humor, da motivação e da sensação de recompensa. Mas o seu papel vai além disso: ela também influencia diretamente o apetite e o equilíbrio energético do corpo. Quando os níveis de dopamina aumentam, é possível notar uma redução na fome e um aumento na disposição, isso porque certas áreas do cérebro que controlam o apetite e o gasto energético são ativadas.
Uma das formas pelas quais a dopamina pode ajudar a controlar o apetite é através da sua ação no hipotálamo, uma região do cérebro responsável por regular a fome e a saciedade. Dentro do hipotálamo, existe uma estrutura chamada núcleo arqueado, composta por um grupo de neurônios que produzem e liberam hormônios e neurotransmissores envolvidos no controle da ingestão alimentar.
Neuropeptídeos como fator de regulação
Entre os principais reguladores do apetite, estão os neuropeptídeos como o neuropeptídeo Y, que estimula a fome, e a proopiomelanocortina (POMC), que atua no sentido oposto, inibindo a vontade de comer. Acredita-se que a dopamina iniba a atividade do núcleo arqueado, o que reduz a liberação do neuropeptídeo Y e aumenta a liberação da POMC. O resultado? Menos apetite.
Além disso, a dopamina influencia a atividade da área tegmental ventral (VTA), uma região do cérebro fortemente associada à motivação e ao sistema de recompensa. A VTA é ativada quando nos deparamos com estímulos prazerosos, como alimentos saborosos, e faz parte de um circuito cerebral que nos impulsiona a buscar essas recompensas.
Quando os níveis de dopamina aumentam, a atividade da VTA também se intensifica, e isso pode reduzir a vontade de comer e aumentar o desejo por outras formas de recompensa, como praticar atividades físicas ou buscar novas experiências.
Aumento da noradrenalina
A norepinefrina, também conhecida como noradrenalina, é um neurotransmissor e hormônio envolvido na resposta do corpo ao estresse e na regulação do metabolismo. Produzida pelas glândulas suprarrenais, ela atua em diferentes áreas do cérebro e do organismo, promovendo o aumento da frequência cardíaca, da pressão arterial e do gasto energético.
Quando os níveis de noradrenalina aumentam, o corpo tende a acelerar o metabolismo, o que pode facilitar o processo de emagrecimento. Isso acontece porque a norepinefrina ativa o sistema nervoso simpático, promovendo a quebra de gordura armazenada no tecido adiposo e aumentando a queima de calorias. Esse mecanismo potencializa o gasto calórico diário, contribuindo diretamente para a perda de peso.
A noradrenalina também influencia regiões do cérebro ligadas ao controle do apetite e da saciedade. Estudos mostram que ela pode inibir os centros hipotalâmicos responsáveis pela fome, reduzindo o apetite. Além disso, pode diminuir a atividade da grelina (conhecida como “hormônio da fome”) e aumentar a da leptina (o “hormônio da saciedade”). O resultado é uma menor vontade de comer, especialmente fora de hora.
No entanto, é importante destacar que a noradrenalina não é usada isoladamente como medicamento para emagrecimento, e atualmente não há nenhum remédio aprovado pela FDA que tenha essa substância como principal ingrediente. O uso de norepinefrina para fins de perda de peso, sem orientação médica, pode ser perigoso e causar efeitos colaterais como pressão alta, insônia e ansiedade.
Quanto tempo leva para a bupropiona fazer efeito na perda de peso?
Um estudo publicado no Journal of Clinical Psychiatry mostrou que pessoas que tomaram Wellbutrin por 12 semanas perderam, em média, 12 kg, enquanto o grupo placebo ganhou cerca de 6 kg.
Apesar dos resultados promissores, é importante destacar que o Wellbutrin não é oficialmente aprovado como remédio para emagrecer. Seu uso com essa finalidade deve sempre ser feito com orientação médica.
Os efeitos variam de pessoa para pessoa e podem levar semanas ou até meses para aparecer. A perda de peso é um processo gradual e depende também de fatores como alimentação e prática de exercícios.
A bupropiona não é indicada para todos. Seus efeitos colaterais mais comuns incluem:
- Boca seca
- Náuseas
- Insônia
Por isso, é fundamental conversar com um médico antes de iniciar qualquer tratamento com bupropiona, especialmente se o objetivo for auxiliar no emagrecimento.
É realmente bom tomar bupropiona para perder peso?
A bupropiona pode ter um potencial como auxílio na perda de peso, mas mais pesquisas são necessárias para entender completamente seu mecanismo de ação e seus efeitos colaterais potenciais. Ela não deve ser usada como tratamento principal para a perda de peso.
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