
Veja como fazer a manutenção do balão gástrico para prosseguir com o tratamento de perda de peso com mais segurança e eficiência
Por mais que o tratamento com o balão intragástrico seja considerado muito mais seguro que outros – como a cirurgia bariátrica, por exemplo – por causa de sua natureza não invasiva, ainda é um procedimento médico que requer alguns cuidados.
As recomendações médicas devem ser seguidas não somente para alcançar os resultados desejados, mas também para evitar complicações que podem resultar na retirada do dispositivo, desconfortos físicos ou alguma consequência mais perigosa.
Desta forma, reunimos essa lista dos principais cuidados que você deve ter para manter o balão gástrico e conseguir perder peso de verdade.
Depois da inserção do balão gástrico
Para que o balão gástrico seja devidamente posicionado no estômago do paciente, o médico faz isso pelo método de endoscopia, ou seja, via oral e sob sedação para não causar sensações incômodas.
O balão ainda vazio entra pela boca da pessoa e apenas quando já está na cavidade estomacal é que o profissional responsável vai enchê-lo com uma solução de salina estéril. Todo o processo é feito com a ajuda de uma pequena câmera que possibilita a visão completa do que acontece.
Depois de mais ou menos 30 minutos, o procedimento acaba. O paciente deve permanecer na clínica/hospital por mais algumas horas para que o efeito sedativo acabe completamente e para ficar sob observação da equipe encarregada pelo tratamento.
Os médicos e auxiliares analisam a receptividade do usuário em relação ao novo objeto estranho e avaliam se o corpo está respondendo da maneira esperada.
Se tudo estiver certo, o paciente é liberado para voltar para casa e retomar sua rotina normal de maneira moderada – mas que pode ser intensificada gradativamente até que o ritmo habitual seja restabelecido.
Nesse primeiro momento, é comum que algumas pessoas tenham sintomas desagradáveis como enjoo, sensação de peso no abdômen, vômitos ou cólicas. Isso costuma passar depois de 2 ou 3 dias com a ajuda de medicamentos receitados pelo médico responsável.
Cuidados com a alimentação
Uma das bases do tratamento de emagrecimento com o balão gástrico é a reeducação alimentar. O paciente deve seguir à risca a dieta recomendada pelo nutricionista que deve conter as doses certas de nutrientes e vitaminas.
Como cada corpo funciona de uma maneira, o novo plano alimentar é personalizado, mas com certeza terá restrições rígidas no que diz respeito a açúcares, gorduras, sódio, itens ultraprocessados e o consumo de carboidrato.
Logo após a colocação do balão, no entanto, existe um cuidado especial. Como o estômago ainda passa pela adaptação do dispositivo, é necessário que a alimentação acompanhe esse andamento sem atropelar o tempo do organismo e causar algum tipo de complicação.
Isso é, geralmente, dividido em quatro etapas:
- 1ª etapa – Dieta líquida: imediato à implantação do balão gástrico, esse estágio consiste na ingestão apenas de elementos líquidos em decorrência da sensibilidade do estômago; recomenda-se água, sucos, chás, leite desnatado, água de coco, etc.
- 2ª etapa – Dieta pastosa: outros alimentos podem ser introduzidos à alimentação desde que tenham a textura de uma pasta ou de líquidos mais densos como vitaminas, iogurtes, cremes e comidas processadas no liquidificador.
- 3ª etapa – Dieta leve: alimentos cozidos, saladas leves, peixes (de preferência sem espinhos e de carne macia) e sopas podem voltar ao cardápio do paciente.
- 4ª etapa – Dieta comum: o organismo já deve estar completamente habituado ao balão nesse estágio e, portanto, a alimentação convencional está liberada – de acordo com as indicações do nutricionista, é claro.
A variação de tempo do processo completo e também de uma etapa para a outra é diferente para cada um. Enquanto algumas pessoas se acostumam com o balão gástrico mais rapidamente, outras podem demorar um pouco mais.
Por isso, todas as fases devem ser acompanhadas de perto pelo nutricionista que cuida do caso.
Prática de exercícios físicos após balão gástrico

Adotar o hábito de se exercitar é um dos cuidados fundamentais para a manutenção do tratamento com o balão e, evidentemente, para se alcançar a tão sonhada meta de perder peso.
Contudo, apenas começar a fazer atividades físicas sem supervisão não é o correto. A consultoria de um profissional da área, como um educador físico, é muito importante para que a reparação de hábitos aconteça de forma segura e apropriada para cada um.
Exageros e falhas de planejamento podem causar sérias consequências que são muito piores que o sedentarismo. Se uma pessoa inexperiência abusa na hora de se exercitar, corre o risco de sofrer lesões, desidratação e até problemas permanentes na coluna e nas articulações.
Assim, essa nova jornada para o paciente que usa o balão gástrico deve ter a orientação de uma pessoa qualificada para apontar as atividades certas de acordo com as condições e objetivos particulares do usuário.
Acompanhamento psicológico
As necessidades e fragilidades do corpo devem ser atendidas, mas não podem ser tratadas como algo mais importante do que cuidar da saúde mental.
Negligenciar o estado emocional/psicológico durante um caminho de emagrecimento tão intenso quando o que é feito com o balão gástrico é navegar por águas perigosas. A mudança é muito drástica, e as reações físicas afetam diretamente os retornos da mente.
Fazer terapia ajuda o paciente a se manter engajado com o tratamento, além de também causar efeitos extremamente positivos em questões que podem ser os motivos que contribuem para o sobrepeso – como ansiedade, depressão, traumas não resolvidos, entre outros.
O acompanhamento psicológico também auxilia a pessoa a lidar com os novos costumes e a própria imagem diante do espelho e do meio coletivo, ensinando-a a transitar pelas experiências individuais e interpessoais sob a ótica das mudanças que foram conquistadas.
