
Fatores emocionais não podem ser negligenciados em questões de ganho ou perda de peso, já que são tão determinantes quanto circunstâncias físicas
Um estudo feito nos Estados Unidos concluiu que cerca de 90% das pessoas não levam fatores psicológicos em consideração nos processos de emagrecimento saudável.
A pesquisa, feita em 2015 pela rede de atendimento médico Orlando Health, ouviu mais de mil norte-americanos que disseram não fazer uma conexão direta entre fatores emocionais e perda de peso.
Diane Robinson, neuropsicóloga e diretora do Programa de Medicina Integrativa da Orlando Health, disse que subestimar o estado emocional pode ser um dos principais motivos pelos quais as pessoas acabam recuperando o peso perdido depois da dieta.
De acordo com a especialista, “a maioria das pessoas se focam quase totalmente nos aspectos físicos da perda de peso, como dieta e exercícios. Mas existe um componente emocional relacionado à comida […] e isso pode facilmente sabotar seus esforços”.
A análise observou que 31% dos norte-americanos pensam que o sedentarismo é o maior impedimento para emagrecer, enquanto 26% atribuem essa posição à alimentação. 17% dos entrevistados disseram que o custo alto por um estilo de vida saudável é o que os impede de perder peso.
Condições psicológicas, por sua vez, só foram mencionadas por 10% dos participantes.
Qual a relação entre fatores emocionais e perda de peso?
Todos sabem que a comida serve para a nutrição, mas não há como negar que comer também é uma forma de prazer – o que é algo completamente normal.
O problema é quando esse prazer inocente se transforma em algo maior, tornando-se um dispositivo desenfreado de conforto e recompensa. Em doses equilibradas, isso não é necessariamente ruim, mas tudo em excesso se torna prejudicial.
Quando a comida se torna uma válvula de escape para as dores do dia a dia, não são apenas os números da balança que estão sendo colocados em cheque, mas também a saúde física e o agravamento dos problemas psicológicos.
Estresse

Em tempos modernos, agitados e turbulentos como os que vivemos, é difícil não se deixar levar pelo estresse do cotidiano.
Além das consequências mais conhecidas dos níveis elevados de estresse, como irritabilidade, fadiga excessiva, insônia, dores de cabeça e outras condições físicas, esse é um problema que impacta diretamente o ganho de peso.
Estar estressado se torna uma razão para comer alimentos menos saudáveis e em maior quantidade, como uma espécie de gratificação por um dia difícil. Obviamente, ingerir muita comida – e não eliminar seus índices calóricos – provocam os quilos extras.
Indo mais a fundo, a questão também é hormonal. O cortisol, conhecido como hormônio do estresse, pertence à família dos esteróides, sendo liberado em situações de aflição e descontentamento para que o organismo tenha capacidade de lidar com os contratempos.
Isso causa um aumento da pressão arterial e do açúcar presente no sangue para que os músculos tenham mais energia, além de executar funções sobre a quebra de proteínas e gorduras.
Geralmente, quando os níveis de cortisol estão mais altos que o normal, acontece uma perda de massa muscular, um elemento pontualmente ligado ao aumento de peso e à dificuldade para emagrecer.
Ansiedade
Cada vez mais recorrente na vida da população geral, a ansiedade é um sentimento ligado à preocupação, nervosismo e medo intenso.
Embora seja considerada uma reação natural do corpo, esse tipo de problema pode se tornar um distúrbio quando acontece com muita frequência e de maneira mais incisiva que o habitual. Em alguns casos, os sintomas são somatizados e as pessoas acabam no hospital.
Numa tentativa de enfrentar os sentimentos angustiantes da ansiedade, muitos buscam alívio na comida, assim como nos casos de estresse.
Como o intuito é atingir algum nível de descompressão e prazer, o mais comum é que os alimentos escolhidos sejam gordurosos e cheios de açúcar e sódio.
Se as situações de ansiedade são muito recorrentes, a tendência é que isso acarrete no aumento do peso.
Outros distúrbios psicológicos
Transtornos psicológicos também têm um grande poder sobre a dificuldade em perder peso.
Em casos de compulsão alimentar, por exemplo, há uma necessidade gritante de comer mesmo que a pessoa não sinta fome. De modo geral, quem tem esse problema come rapidamente – sem mastigar direito –, em grandes quantidades e várias vezes ao dia.
Em um segundo momento, muitas vezes os compulsivos alimentares percebem o que fizeram, se dão conta dos efeitos estéticos e de saúde e, culpados e tristes, acabam comendo ainda mais para se livrar dos sentimentos ruins. É um ciclo vicioso e difícil de sair.
A depressão e peso também estão relacionados. É complexo compreender como funciona a exata relação de estados depressivos com o sobrepeso/obesidade, já que não existe um consenso entre os especialistas sobre qual dos dois é proveniente do outro.
Embora não se saiba se a depressão inicia o ciclo de obesidade ou vice e versa, é seguro dizer que a doença é, sim, uma das principais protagonistas nas situações que envolvem fatores emocionais e perda de peso.
Pessoas depressivas passam por alterações radicais não somente em sua condição psicológica, mas também na rotina, nas relações interpessoais e no organismo.
Essa combinação perigosa pode acarretar no enfrentamento das angústias por meio da comida, levando ao ganho de peso e ao completo desânimo em qualquer atividade que possa reverter as circunstâncias.
O mesmo acontece no sentido contrário. Pessoas obesas têm mais chances de se tornarem depressivas do que as que têm um peso considerado ideal.
Problemas com a própria imagem, dificuldade em se relacionar romanticamente, com amigos e família, a incapacidade de sair de casa e problemas de saúde causados pelo excesso de peso – diabetes, hipertensão, apneia do sono, etc. – também têm o potencial de desencadear quadros depressivos severos.
Na maioria dos casos, a comida é uma ferramenta utilizada para que as pessoas possam se sentir melhor, mas a falta de tratamento psicológico abre portas para o ganho de peso e outras doenças.
Por isso, o melhor a se fazer é buscar ajuda de um terapeuta profissional para lidar com os fatores emocionais. Se for necessário, também recomenda-se a consulta com endocrinologistas e nutricionistas para lidar com possíveis intervenções clínicas.
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