
Dores abdominais, queimação e cólicas podem ser sinais de problemas estomacais graves. Saiba como priorizar os cuidados com o estômago
O aparelho digestivo é constantemente atacado por vírus, bactérias, parasitas e outros microorganismos que acabam entrando no corpo de diversas maneiras.
Muitas vezes, isso acontece pela própria ingestão dos alimentos, tendo este efeito provocado por sua composição – por elementos industriais ou por estar contaminado por algum agente patogênico, o que pode alterar as configurações do organismo de maneira perigosa.
Milhões de pessoas sofrem de desconfortos estomacais com mais frequência do que deveriam. Queimação, cólicas e dores abdominais podem ser sinais de ocorrências de pouca gravidade, como gases, prisão de ventre ou má digestão.
Em outros casos, no entanto, podem ser sintomas de quadros mais severos, como gastrite, problemas na vesícula, úlcera péptica, apendicitis, gastroenterite, hepatite, hemorróidas e até câncer.
Com isso, existem alguns hábitos que são fundamentais para o manter o cuidados com o estômago e evitar o desenvolvimento de doenças.
Alimentação
A maioria dos problemas estomacais são causados por má alimentação. Algumas pessoas, inclusive, têm o estômago mais sensível que outras, o que significa que devem prestar ainda mais atenção no que comem.
De modo geral, frituras e ultraprocessados entram nesta lista, mas existem algumas especificações importantes que vão além.
O que evitar?
Preste atenção nas reações do seu corpo ao comer determinados alimentos.
Se você sabe que tem sensibilidade a algum deles, tome cuidado com a quantidade que vai consumir ou evite-os completamente.
Comidas gordurosas
Muito gordura obriga o corpo a produzir mais ácido clorídrico para que a digestão possa ser feita.
A substância está presente no suco gástrico que, em excesso, pode ferir o estômago a ponto de desenvolver gastrite e úlceras.
Frutas cítricas
Por mais que sejam cheias de vitaminas, as frutas cítricas são como uma bomba para quem tem doenças estomacais ou sensibilidade.
As substâncias ácidas da laranja, abacaxi, limão, entre outras, podem agredir o estômago e provocar dores.
Pimentas e condimentos
Em um efeito semelhante ao dos cítricos, a ardência de pimentas e alguns condimentos são fortes demais para o estômago, especialmente os que já se encontram mais vulneráveis.
Por isso, sentir aquela queimação chata depois de comer algum desses ingredientes é relativamente comum.
Café
A cafeína tem uma substância chamada xantina, que estimula a produção dos ácidos estomacais.
É por isso que você já deve ter ouvido que não deve tomar café com o estômago vazio, já que a bebida pode agredi-lo e provocar azia e outros sintomas.
Leite
A fórmula do leite causa um desequilíbrio no PH do estômago, aumentando as chances de machucar as paredes do órgão.
Os derivados também devem ser consumidos com cuidado.
O que fazer?

Existem alguns hábitos alimentares que ajudam nos cuidados com o estômago, como:
Faça várias refeições
Como o suco gástrico é produzido o tempo todo, quando o estômago está vazio, a mucosa que o reveste (e o protege) é atacada, causando desconforto.
Recomenda-se fazer de quatro a cinco refeições por dia, prestando atenção nos alimentos listados acima e com as quantidades ingeridas.
Mastigue bem
O organismo libera mais suco gástrico para digerir pedaços muito grandes.
Por isso, o ideal é mastigar bem a comida para que o chamado bolo alimentar seja formado, o que reduz o tamanho das partículas e facilita o trabalho do estômago.
Diagnóstico
Caso você sinta qualquer tipo de incômodo estomacal com muita frequência, não hesite em falar com um médico para entender o que está acontecendo.
Como já estabelecemos nesta publicação, alguns sintomas relacionados ao estômago podem ser doenças preocupantes, então é necessário que uma análise seja feita o quanto antes.
Ao descobrir o diagnóstico, medidas de tratamento podem ser feitas o quanto antes e bloquear o agravamento do quadro.
Exercícios físicos
Praticar exercícios físicos reduzem o estresse e a ansiedade, dois fatores que aumentam a produção do suco gástrico.
Isso acontece porque, durante e depois das atividades, o cérebro libera hormônios que causam a sensação de satisfação e bem-estar, como a endorfina e a serotonina.
Isso pode ajudar pacientes diagnosticados com gastrite nervosa, uma condição que relaciona problemas emocionais à agressões no estômago.
Medicamentos
Alguns medicamentos – anti-inflamatórios não hormonais, por exemplo – podem estimular a produção de ácidos, deixando o estômago mais sensível e possivelmente com dores, queimação, náuseas, etc.
Por isso, é importante que não haja automedicação. Em casos de sensibilidade, o médico pode receitar, junto com o remédio, outro medicamento que possa proteger o estômago e evitar sensações desconfortáveis.
Cuidados com o estômago depois do balão gástrico
Logo após a implantação do balão gástrico, é preciso seguir alguns cuidados com o estômago, que se encontra sensível depois do procedimento e deve se adaptar ao dispositivo.
Gradativamente, a dieta deve introduzir os alimentos para que não haja nenhum tipo de reação negativa.
A alimentação após balão gástrico começa por uma dieta líquida, passando pela pastosa, por alimentos leves e, por fim, pelos sólidos.
Quem determina o tempo de cada etapa da dieta introdutória e os alimentos permitidos é o médico responsável pelo tratamento, que deve ser seguido à risca.
Depois, com o paciente já acostumado com o balão, chega a hora de começar a reeducação alimentar de verdade, seguindo as recomendações que têm o intuito de estimular o emagrecimento, mas que acabam, por tabela, protegendo o estômago.
Uma dieta saudável, de modo geral, tende a diminuir vários alimentos que causam danos estomacais, como comidas muito gordurosas, por exemplo.
O consumo de alimentos mais leves, presentes na nova alimentação, não agridem o estômago e os demais órgãos do aparelho digestivo, diminuindo as chances de desenvolvimento ou piora em condições gástricas.
