Intestino saudável e perda de peso: qual é a relação?

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Intestino saudável e perda de peso: qual é a relação?
Mulher segurando desenho de intestino saudável em cima de mesa com frutas e legumes para perda de peso

Entenda como a saúde do seu intestino pode influenciar no processo de emagrecimento – seja de maneira positiva ou negativa

A este ponto, você já deve saber que apenas “trancar a boca” pode não ser o suficiente para que inúmeras pessoas consigam emagrecer.

Altura, idade, doenças pré-existentes, disfunções hormonais, questões metabólicas, fatores ambientais e possíveis condições psicológicas também têm uma grande influência na facilidade ou dificuldade em perder os indesejáveis quilos extras.

Na mais recente adição a esta lista, pesquisadores verificaram que há uma fortíssima relação entre um intestino saudável e perda de peso.

Os responsáveis por isso? Um conjunto de bilhões de bactérias que moram no seu aparelho intestinal.

Por que intestino saudável e perda de peso são conectados?

O enorme grupo de microrganismos (bactérias, vírus e fungos) que vivem no trato gastrointestinal se chama microbiota, e tem a função de estabelecer a integridade da mucosa e controlar a proliferação de seres patogênicos, considerados perigosos para a saúde.

Mas além disso, esses minúsculos passageiros também são responsáveis por alterações no metabolismo, influenciar o sistema imunológico e até mesmo regular o humor, já que têm participação direta em condições como a depressão, alergias, câncer e obesidade.

Foi descoberto que, além de terem uma diversidade menor de microrganismos, os obesos também carregam espécies diferentes do que as pessoas consideradas com o peso normal.

Para provar essa teoria e relacioná-la ao emagrecimento, cientistas norte-americanos fizeram suas pesquisas com camundongos estéreis, ou seja, livre de germes por nunca terem tido qualquer tipo de contato com o mundo exterior.

Desta forma, foi possível manipular as bactérias do intestino dos bichos, selecionando exatamente as espécies desejadas. O intuito disso foi analisar quais efeitos elas teriam no organismo dos ratinhos.

A primeira parte do estudo observou que os camundongos “puros” não engordavam de jeito nenhum, nem mesmo quando eles comiam alimentos muito calóricos. 

Depois, os pesquisadores selecionaram bactérias dos ratos acima do peso e dos de peso ideal para inocular nos estéreis. O resultado: as cobaias que receberam a microbiota dos camundongos obesos ganharam peso.

Já os que foram injetados com as bactérias do ratos magros não engordaram, mesmo que os dois grupos tenham sido submetidos pela mesmíssima dieta calórica.

Isso acontece porque as bactérias liberam substâncias que chegam até o sistema endócrino, imune e nervoso. Dependendo de como agem, e que tipo de elementos produzem, acabam por regular ou desregular o metabolismo.

Portanto, da mesma maneira que podem prejudicar o emagrecimento, também podem estimulá-lo.

A microbiota tem influência o bastante para fazer com que o organismo produza uma quantidade maior ou menor de hormônios que agem nas taxas de açúcar no sangue, no acúmulo de gordura no fígado e até na potência da sua fome.

Obviamente, tudo isso facilita o processo de emagrecimento.

Como ter um intestino saudável?

Mulher com intestino saudável fazendo coração com as mãos na barriga

Fortalecer a flora intestinal começa logo na primeira infância, nos primeiros meses de vida, com o leite materno.

Estudos também apontam que bebês de parto normal têm uma microbiota mais semelhante com o canal vaginal da progenitora e, portanto, mais saudável. 

Crianças nascidas por meio de cesárea têm bactérias parecidas com a pele da mãe, do médico ou de quem mais as manejam nos estágios primários de vida.

De acordo com algumas linhas de pesquisa, pessoas que vêm ao mundo por cesariana têm mais chance de sofrerem com alergias, doenças celíacas, asma e obesidade.

Com o passar do tempo, ao longo do crescimento, é possível adquirir fontes nutricionais importantes em frutas, verduras, grãos, cereais, azeite, vinho tinto e derivados de leite, como iogurtes e queijos – preferencialmente naturais, nada de industrializados.

Se você prestou atenção, deve ter percebido que alguns desses itens são ricos em fibras, ingredientes de extrema importância para o funcionamento do intestino e, de quebra, para uma sensação mais acentuada de saciedade, o que impede que você sinta muita fome e acabe engordando demais.

Os probióticos também são fundamentais nesta receita. Conhecidos como “bactérias do bem”, esses organismos agem no intestino para melhorar a saúde generalizada do corpo, melhorando a digestão, a absorção de nutrientes e fortificando o sistema imunológico.

Outra maneira de aumentar as chances de se ter um intestino saudável e perda de peso sem muito sofrimento é adotar uma alimentação balanceada. 

Por isso, é necessário ficar longe de dietas malucas que restringem uma série de alimentos e vitaminas importantes para o bom funcionamento das suas funções vitais.

Ao deixar de comer uma série de alimentos por causa de regimes mirabolantes, cortando carboidratos, frutas e grãos integrais, você não está nutrindo as bactérias boas que vivem no seu organismo. De uma certa forma, quando isso acontece, elas morrem de fome.

Isso dá espaço para que os organismos “mal intencionados” se fortaleçam e, possivelmente, sejam detratores à saúde e ao emagrecimento.

Desta forma, você já deve ter percebido que a alternativa mais simples e controlável de garantir a saúde da sua flora intestinal é se alimentando corretamente. Caso algum tipo de complicação seja percebida, como dificuldade em ir ao banheiro ou problemas na digestão, não hesite em procurar um médico de confiança.

O profissional solicitará exames para conferir o que acontece com o seu corpo e passará as orientações necessárias para lidar com qualquer tipo de complicação. 

Além disso, consultar um nutricionista e/ou endocrinologista também é uma boa. Juntos, você e esses especialistas conseguirão elaborar planos alimentares adequados para os seus objetivos e particularidades, considerando prováveis alergias e intolerâncias.

A sua parte nesta equação é seguir as recomendações e sempre conversar, honestamente, sobre as suas experiências com os médicos responsáveis pelo seu caso.

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