
O que é fato e o que é fake sobre o procedimento visto como um dos mais seguros para emagrecer
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a obesidade como um dos problemas de saúde mais graves a serem enfrentados pela população global.
Estima-se que, até 2025, existirão cerca de 2,3 bilhões de pessoas acima do peso em todo o planeta. Deste número, 700 milhões serão classificados como obesos, com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30.
Como é de conhecimento geral, o sobrepeso pode acarretar em uma série de doenças, como diabetes, colesterol, hipertensão, complicações cardíacas e respiratórias, entre outros.
Obviamente, isso tem a capacidade de comprometer a expectativa de vida de maneira considerável.
Desta forma, muitas pessoas buscam perder peso para reverter este cenário. As alternativas para emagrecer são diversas: dietas, jejuns, exercícios físicos, procedimentos cirúrgicos, uso do balão gástrico, etc.
Sobre o último, embora ganhe cada vez mais popularidade, ainda existem muitas dúvidas em relação a este método de emagrecimento.
Para tirar suas dúvidas, continue a leitura e conheça mitos e verdades sobre o balão gástrico!
Mitos: o que é fake?
Exige cirurgia
Você não precisa se deitar em uma mesa de operações e passar por algum tipo de procedimento cirúrgico para colocar o balão.
No formato de uma bola de silicone, o balão gástrico (ou intragástrico, como também é conhecido) é inserido por meio de uma endoscopia, ou seja, via oral.
Todo o percurso até o estômago vazio do indivíduo é acompanhado por uma pequena câmera, para que o médico responsável possa enxergar tudo o que acontece.
Para evitar maiores desconfortos, o paciente recebe um sedativo leve antes que o procedimento se inicie. Por isso, é completamente indolor. Depois que o balão já está devidamente posicionado, é preenchido com soro fisiológico.
O processo de recuperação é demorado
Assim como a inserção do balão gástrico no estômago é rápida, a recuperação também é. Por causa do procedimento simples, que não necessita de cortes, pontos ou incisões, a recuperação é veloz, de apenas 3 horas.
Antes que o paciente receba alta, deve permanecer na clínica para que os médicos possam observar a reação do corpo ao receber o objeto estranho e para que o efeito do sedativo acabe.
Se tudo estiver dentro do esperado, a equipe médica libera o indivíduo para ir embora e voltar à rotina normalmente.
O SUS cobre o procedimento
Até o momento, o Sistema Único de Saúde não cobre a inserção do balão. Apenas consultas e exames podem ser feitos através da rede pública.
Geralmente, a colocação ou retirada do balão também não fazem parte dos procedimentos obrigatoriamente cobertos por convênios médicos. Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), apenas consultas e exames são realizados desta forma.
No entanto, há algumas exceções. Existe a possibilidade de solicitar a cobertura do balão gástrico às empresas de convênio médico em casos de obesidade, desde que represente, comprovadamente, riscos concretos à saúde.
O mais comum é que o procedimento seja realizado em clínicas particulares. O preço pode variar de acordo com a região e os profissionais. Em média, custa de 11 a 13 mil reais – muito mais em conta que uma bariátrica.
Verdades: o que é fato?

Existem contraindicações
Colocar um balão gástrico é perfeitamente seguro. Inclusive, é considerado um dos métodos de emagrecimento com menos riscos.
Entretanto, ainda é uma intervenção médica. Por isso, tem algumas contraindicações específicas. Sempre consulte um especialista qualificado e de confiança para avaliar a sua condição.
Confira algumas:
- Doenças de transição gástrica potencialmente hemorrágicas;
- Cirrose hepática;
- Insuficiência renal crônica;
- Qualquer cirurgia gástrica prévia;
- Dependência atual de substâncias psicoativas;
- Gravidez ou período de amamentação.
Para ver todas as contraindicações, veja a nossa FAQ.
A alimentação é essencial
Quando o balão é inflado, ocupa cerca de 50% do estômago, o que causa uma sensação maior de saciedade. Consequentemente, esse efeito faz com que o usuário sinta menos vontade de comer, estimulando a perda de peso.
Esse benefício, porém, não deve ser aproveitado para o consumo livre e desenfreado de comidas não saudáveis. O balão gástrico serve como um auxiliar para que o paciente mude seus hábitos com o objetivo de se ter mais saúde, e isso inclui a reeducação alimentar.
É importante ressaltar que o tratamento de cada paciente é único. Apenas os médicos e nutricionistas que acompanham o caso podem determinar as orientações alimentares de acordo com as suas particularidades – como deficiências de vitaminas, intolerâncias ou alergias.
Após a retirada do balão, as práticas adquiridas durante o tratamento devem ser continuadas para que mantenha-se os resultados previamente obtidos. Assim, é importante prosseguir com alimentação balanceada e rotinas de exercícios para não ganhar peso outra vez.
Tudo isso, é claro, depende da dedicação e disciplina do paciente.
O balão gástrico ajuda a perder cerca de 20% de peso
Já existiram pessoas que tiveram resultados maiores ou menores, já que o nível de emagrecimento varia de pessoa para pessoa, mas a média é que o paciente esteja 20% mais leve quando o balão é retirado.
Depois disso, há um grande potencial para que seja perdido ainda mais, dependendo da continuidade dos hábitos alimentares e de exercícios físicos, já que o balão gástrico é um suporte a mais para esta reeducação. Nunca se esqueça de sempre conversar com seu médico para garantir que tudo isso aconteça de forma saudável.
Além disso, o balão também apresenta outras vantagens bastante atrativas:
- Pacientes com IMC abaixo do exigido para a realização de cirurgia bariátrica podem fazer o procedimento;
- Como já citado, é minimamente invasivo;
- O afastamento das atividades diárias é curto;
- Pode ser retirado a qualquer momento;
- Simples para colocar e retirar, além da recuperação rápida e fácil;
- Se comparado a operações, tem menos risco de complicações;
- É mais acessível – significativamente mais barato que uma bariátrica, por exemplo.
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