
Ao contrário do que muitos podem pensar, a data é uma forma de conscientização para problemas alimentares
Pelo menos uma vez na vida, todo mundo já passou do ponto e comeu mais do que deveria ou colocou no prato mais do que poderia comer – o famoso ditado “o olho maior que a barriga”.
Isso pode ser resumido a uma única palavra: gula.
Esse membro dos sete pecados capitais até mesmo ganhou uma data especial, o dia da gula, celebrada no dia 26 de janeiro.
O dia da gula
O conceito de gula vem de algumas denominações do cristianismo, e por isso é um dos sete pecados.
De acordo com essa visão, a glutonaria está relacionada ao egoísmo humano, no sentido de sempre desejar mais de alguma coisa, mas nunca se contentando com o que já se tem. Seria, portanto, uma forma de cobiça. O uso da virtude de temperança é o que supostamente é capaz de controlá-la.
No entanto, a gula não é vista como um pecado em todo o mundo. Em algumas culturas, é encarada como um sinal de status.
Apesar de tudo isso, o dia da gula não tem ligações religiosas e, embora alguns restaurantes aproveitem o dia 26 de janeiro para fazer promoções, tampouco é um incentivo para que se coma desenfreadamente.
A data, na verdade, serve como um alerta para distúrbios alimentares, especialmente os que estimulam o consumo compulsivo de comida – o que não tem nada a ver com concepções religiosas.
Em muitos casos, esta é a consequência de problemas emocionais e psicológicos. Porque se sentem sozinhas, tristes, insuficientes ou sofrem para lidar com algum tipo de trauma, pessoas com esse distúrbio tendem a procurar por algum alívio, encontrando-o na comida.
Para que o prazer seja ainda maior, é mais comum que os alimentos mais procurados sejam os ultraprocessados, gordurosos e com muito açúcar e sódio. Em outras palavras, são as opções recheadas de sabores intensos que ganham preferência, mas que também fazem muito mal à saúde.
Esses alimentos proporcionam, sim, satisfação, mas é algo puramente momentâneo e que certamente não resolve a raiz da necessidade praticamente incontrolável de comer.
E como todos sabem, o excesso de comida pode causar doenças muito sérias que podem encurtar a vida de alguém, como obesidade, diabetes, colesterol alto, hipertensão, problemas cardiovasculares, respiratórios, entre outros.
Dicas para comer bem

Para viver uma vida mais saudável e seguir o verdadeiro propósito do dia da gula, veja algumas dicas de alimentação saudável.
Veja a comida com outros olhos
Buscar prazer na comida é uma reação normal. O que não pode ser normalizado é o exagero.
Como já dito, as comidas menos saudáveis são as mais procuradas para que seja possível atingir um nível de satisfação. Isso acontece porque são mais calóricas, fornecendo energia ao corpo com mais rapidez.
Contudo, comidas cheias de gordura e açúcar não são as únicas capazes de proporcionar prazer. Um feijão bem temperado ou o assado de domingo que só a sua mãe sabe fazer também podem causar sensações incríveis.
Em algum momento, você já deve ter sentido vontade de comer aquela comidinha caseira depois de passar algum tempo comendo apenas besteiras, certo? Isso significa que o que dá prazer, na verdade, é uma comida saborosa, e não apenas sódio e alimentos industrializados.
O primeiro passo é mentalizar que comidas mais saudáveis também podem ser muito gostosas. O segundo não poderia ser diferente: colocar isso em prática.
Aventure-se na cozinha ao buscar receitas que sejam fáceis e cheias de sabor. Uma busca rápida na internet te entrega milhares de opções de dar água na boca.
Lembre-se que, não necessariamente, é preciso se limitar apenas a saladas, suplementos ou a dietas low-carb. É perfeitamente possível manter uma alimentação balanceada que seja agradável ao paladar e sem que você fique passando vontade.
Procure um médico
Se você precisa perder peso e/ou quer mudar seus hábitos alimentares, procurar um nutricionista é a melhor opção.
Um profissional qualificado vai passar orientações sobre como ter novos comportamentos, bem como dietas personalizadas para perda de peso. O médico também pode te ajudar a colocar as dicas no tópico anterior em prática.
Para pessoas com casos mais graves de sobrepeso ou obesidade, a recomendação é buscar um médico endocrinologista.
Junto com outras especializações – inclusive a nutrição –, esse especialista vai receitar métodos de emagrecimento que sejam adequados para cada caso, sempre pensando nos resultados e na saúde dos pacientes.
Dentre essas alternativas, existem a reeducação alimentar, prática de exercícios físicos, balão gástrico, cirurgia bariátrica, etc.
Consuma líquidos
Além de hidratar o corpo, manter os órgãos funcionando e o sangue correndo nas veias, ingerir líquidos também ajuda na perda de peso.
A água ajuda no processo digestivo, fazendo com que o estômago e o intestino tenham menos trabalho para digerir a comida.
Geralmente, dietas saudáveis têm uma taxa considerável de fibras, o que pode causar prisão de ventre se não houver líquidos o suficiente no organismo.
Além disso, beber bastante água, chás, sucos naturais, água de coco e comer alimentos com propriedades diuréticas também ajudam a eliminar a retenção de líquido – que causam inchaços – e as toxinas nocivas ao corpo.
Procure ajuda psicológica
Comer demais pode ser fruto de distúrbios psicológicos, como depressão, ansiedade e até a não resolução de uma situação traumática do passado.
A terapia faz parte do tratamento de emagrecimento de muita gente, algo tão importante quanto comer melhor e fazer exercícios.
Uma pessoa com a mente abalada não consegue se dedicar o suficiente para sustentar uma mudança de vida tão significativa como essa, e por isso a ajuda psicológica é fundamental.
Além do mais, cuidar da saúde mental também é uma forma de melhorar a qualidade de vida e a longevidade.
