Dia mundial da saúde mental: importância de um bom tratamento para transtornos alimentares

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Dia mundial da saúde mental: importância de um bom tratamento para transtornos alimentares

Confira a importância dessa data para a saúde mental e transtornos alimentares

Dia 10 de outubro celebra-se o Dia Mundial da Saúde Mental. Essa é uma data importante, pois coloca em pauta um assunto fundamental de saúde pública, mas que ainda é rondada por certos tabus. 

Afinal, quando é esse o assunto, infelizmente algumas pessoas ainda o encaram com certo preconceito e rotulam os indivíduos que sofrem de transtornos psicológicos. 

“Frescura”, “falta de vontade, de apanhar, de fé”, “vitimismo”, “chamar a atenção”, são alguns dos mitos que cercam a saúde mental. 

E, mesmo quando se aborda essa temática, muito se fala sobre depressão e ansiedade, mas os transtornos alimentares também tratam-se dela e são esquecidos. 

Porém, esse tipo de transtorno merece muita atenção, já que se refere a algo prejudicial à saúde mental e física, e é por isso que falaremos deles por aqui. 

O que é um transtorno alimentar? 

São doenças relacionadas aos hábitos alimentares irregulares, quando há sofrimento ou preocupação excessiva com a imagem corporal a ponto disso tornar-se um empecilho na vida pessoal, social e saúde física e mental. 

Ou seja, os transtornos alimentares não dizem respeito apenas a uma apreensão e descontentamento com o peso, mas sim, quando isso passa afetar o indivíduo de forma severa e a causar danos à saúde da mente e do corpo. 

Assim, na busca pela imagem perfeita de si mesmo ou por outros aspectos sociais e emocionais, os hábitos de alimentação passam a ser nocivos, seja pela ingestão excessiva de alimentos, pela falta deles ou outros comportamentos perigosos. 

No Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 10 milhões de pessoas sofrem de algum tipo de transtorno alimentar. 

Esse é um número bem alarmante, mas afinal, quais são os transtornos mais comuns? 

Anorexia Nervosa

A Anorexia Nervosa (AN) é a condição em que a pessoa está muito abaixo de seu peso ideal. Sua principal causa é a preocupação excessiva em estar acima do peso, o que resulta em uma restrição alimentar severa. 

Uma característica da AN é o fato do anoréxico não se ver no espelho como ele realmente é, pelo contrário, ele sofre de uma séria disfunção de imagem. 

Assim, cada vez mais ele se sente gordo, mesmo que sua magreza esteja colocando sua vida em risco. 

Existem 2 tipos de Anorexia, segundo a DSM-5: 

  • anorexia nervosa restritiva: o paciente se restringe de forma severa em relação à alimentação, mas não tem episódios de provocação de vômitos ou evacuação;
  • anorexia nervosa purgativa: além da limitação alimentar drástica, ele ainda tem episódios de compulsão alimentar, e depois disso, provoca o vômito ou faz uso de laxantes. 

De modo geral, considera-se uma pessoa anoréxica, os pacientes com IMC entre 17,5 (moderada) a 12,5 (crítica). Lembrando que esses dados precisam estar acompanhados de comportamentos relacionados ao transtorno e não apenas o peso em si. 

Bulimia Nervosa

A Bulimia Nervosa (BN) caracteriza-se pela compulsão alimentar seguida de atos compulsórios de provocação de vômito após as refeições. 

Além disso, o uso de diuréticos e laxantes também são comportamentos da Bulimia, embora menos comuns se comparados ao vômito. 

Nesse transtorno, as pessoas comem grandes quantidades de alimentos em um curto período de tempo e podem até se restringir durante várias horas para não ganharem peso. 

Porém, alimentam-se exageradamente de qualquer maneira. Depois, pelo sentimento de culpa e pelo medo do aumento de peso, “se livram” da comida a todo custo. 

Diferentemente da Anorexia, pessoas com Bulimia não necessariamente estão abaixo do peso, podendo também estarem em seu peso regular ou acima dele. 

De acordo com a DSM-5, esse transtorno classifica-se como: 

  • leve, de 1-3 episódios de comportamentos bulímicos por semana;
  • moderada, em média de 4-7 episódios por semana;
  • grave, de 8-13 vezes por semana;
  • extrema, de 14 ou mais episódios por semana.

Compulsão Alimentar Compulsiva

Esse transtorno alimentar se dá pelo descontrole da alimentação. Nele, as pessoas comem compulsivamente, principalmente em grandes quantidades, porém, pode ser em qualquer porção. 

O que “importa”, nesse caso, é ingerir alimentos a toda hora, sem precisar da fome. Basta utilizar a comida como um suporte emocional. 

Geralmente, pessoas com Compulsão Alimentar Compulsiva também sofrem de transtornos como Ansiedade e/ou Depressão e por esse motivo veem o alimento como um alívio imediato. 

Porém, estão igualmente aptos a desenvolverem doenças como as cardiovasculares, por exemplo, ou outras resultantes de uma alimentação desregrada. 

Como um círculo vicioso, as pessoas sentem-se culpadas e constrangidas por estarem nessa situação, e por isso, acabam comendo ainda mais e avançando o quadro do transtorno. 

Como e por que os transtornos alimentares se desenvolvem?


Não apenas no Dia Mundial da Saúde, mas todos os dias é necessário lembrar que tanto os transtornos alimentares quanto qualquer distúrbio que afeta a saúde mental, não atingem apenas um determinado grupo de pessoas. 

Assim, eles podem se desenvolver em qualquer fase da vida, classe social, racial, crença.  

Porém, nota-se que os problemas alimentares têm mais propensão a acontecer entre a adolescência e a idade adulta jovem. 

Em todos os casos, as principais causas são: 

  • episódios traumáticos;
  • rejeição familiar ou conjugal;
  • abuso físico e/ou sexual;
  • sentimento de obrigação a encaixar-se em padrões estéticos; 
  • medo excessivo de engordar;
  • baixa autoestima; 
  • ansiedade e/ou depressão. 

De modo geral, é comum iniciar os quadros de Anorexia, Bulimia e Compulsão Alimentar a partir de dietas “milagrosas” e perigosas, realizadas principalmente por pessoas jovens do sexo feminino.  

O Dia Mundial da Saúde Mental e a importância do tratamento adequado 

Diferentemente de outras datas simbólicas, no Dia Mundial da Saúde Mental, há mais o que se alertar do que comemorar. 

Isso porque, tratando-se dos transtornos alimentares, por exemplo, eles são extremamente prejudiciais à saúde física, além da mental. 

A Bulimia pode causar problemas gastrointestinais, desidratação grave e dificuldades cardíacas.  

Já a Anorexia é tão grave a ponto de levar a autoinanição mortal, (falta completa de consumo de alimentos). Além disso, pessoas com esse problema apresentam frequência cardíaca lenta, pressão arterial e temperatura corporal baixas, esôfago inflamado, erosão do esmalte dentário, alterações hormonais profundas, etc. 

Quanto à compulsão alimentar, ela pode resultar em obesidade, doenças cardíacas, diabetes, dificuldades respiratórias, cálculo renal, disfunções emocionais e até desencadear outros transtornos alimentares. 

Pelas grandes chances de causarem todos esses problemas e até mesmo o óbito, os pacientes precisam ser tratados por uma equipe multidisciplinar que tratam desde o psicológico até os hábitos alimentares e a saúde física, em geral. 

No Dia Mundial da Saúde Mental, é importante também repensar na alimentação emocional, e caso esteja passando por esses quadros ou conheça alguém nessas situações, procure por um especialista para o melhor desfecho possível. 

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